JOVENS ESTUDANTES DO IEG: MEMÓRIAS DO MOVIMENTO ESTUDANTIL (1964 A 1968)

JOVENS ESTUDANTES DO IEG: MEMÓRIAS DO MOVIMENTO ESTUDANTIL (1964 A 1968)

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A presente dissertação vincula-se a um projeto mais abrangente denominado Centro de Memória, Documentação e Referência em Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Popular e Movimentos Sociais para a Região Centro Oeste. Nessa perspectiva, propôs-se investigar o movimento Estudantil no período de 1964 a 1968 por meio da presença das jovens estudantes no espaço do Instituto de Educação de Goiás (IEG) nesse movimento. Com o objetivo de reconstruir a memória de um grupo de mulheres que participaram do movimento estudantil no período de 1964 a 1968 no IEG; localizar documentos que remetem ao movimento estudantil no Instituto de Educação de Goiás; organizar os diversos registros que retratam o movimento estudantil na conjuntura de 1964 a 1968 e contribuir para registrar e analisar os movimentos juvenis na realidade histórica e social no período de 1964 e 1968. Os anos de 1960 foram marcados, na sociedade brasileira, por movimentos políticos e, após 1964, por um golpe político militar e uma ditadura instituída, quando ocorreram perseguições, torturas, censura etc. Nesse contexto, durante os anos de 1960, o Movimento Estudantil no Brasil teve expressiva repercussão, pois, nesse período, os jovens já eram um contingente populacional com consciência etária e o jovem, representado na figura do estudante, deixou isso evidenciado nas manifestações estudantis de protesto que tomaram conta das ruas de vários países. Considera-se que o IEG foi marcado, durante esse período, pela representatividade feminina e o legado deixado por elas foi importante e possibilitou contribuições significativas. Assim, a partir da narrativa de sujeitos que viveram o período, percebeu-se que o Movimento Estudantil permitiu experiências e possibilitou a formação de lideranças no período de 1964 a 1968, mas o legado feminino no movimento estudantil é pouco discutido e lembrado. Nessa perspectiva, a pergunta que dirige esse estudo é: pode o movimento estudantil na conjuntura 1964 a 1968 ser considerado um fenômeno da juventude que contribuiu para a formação de jovens mulheres e sua inserção no cenário público? Desse modo, a contribuição das jovens estudantes no movimento estudantil permitiu pensar intencionalmente na formulação de registros que preservem a memória de acontecimentos marcantes que estão esquecidos, com a intenção de torná-los visíveis e reconhecidos pelas gerações novas.

 

CITAÇÃO

Este foi um período muito marcante e dinâmico na história da sociedade Goiana, pois, segundo Gonçalves (2009), Estudantes eram presos por qualquer motivo.

“Bastava um ou mais estudantes estarem andando na calçada, nas imediações da praça onde a manifestação se realizaria, para serem presos. Foi o caso de Olga D’Arc Pimentel, presidente do Grêmio do Instituto de Educação do Estado. Ocorreu no chamado “dia do protesto” – 22 de outubro de 1968. Ela saia de seu trabalho, “na Avenida Tocantins, em companhia da estudante Keila Diniz, para almoço. Na altura da Av. Araguaia encontraram um grupo de estudantes, que se dirigiam para o centro, onde havia sido programada manifestação de protesto contra as prisões de estudantes que participavam do Congresso da UNE, em São Paulo”, diz o advogado Rômulo Gonçalves na petição de habeas corpus. Andavam na calçada, “exatamente no instante em que um choque da Polícia Militar do Estado subia a Avenida Araguaia. Houve correria. Vários estudantes homiziaram-se nas residências próximas. Entre eles, a paciente, com um pugilo de moças, buscou abrigo no jardim de uma bela mansão, sem lograr ingresso no edifício. Fácil foi aos policiais escorraçá-las.” (p.25) “

FONTE: http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/bitstream/tede/1088/1/FABIOLA%20PERES%20DA%20CRUZ.pdf