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“Rômulo foi um ser humano diferente! Tinha muita sabedoria e força. Não comia carne, não bebia, não fumava. Nem café.”

“Ele era tão forte e tão poderoso.”

“Ele viveu mais para o céu do que para a terra.”

“Ele se despediu de mim uma semana antes de morrer. Ele estava internado no hospital e me chamou. Quando cheguei, ele disse ‘por que demorou tanto?’ Eu me sentei ao seu lado. Ficamos de mãos dadas e ele se despediu de mim. Pediu-me um beijo e depois ficou segurando o meu rosto e falando com o maior carinho. Em seguida, eu fechei seus olhos e ele dormiu um sono  profundo. Hélio, meu filho, estava presente e me disse que foi a cena mais linda que ele já viu.”

“Rômulo, meu companheiro, com você comi o mesmo pão, na mesma mesa, enfrentei as mesmas lutas, participei das mesmas alegrias por mais de meio século. Você foi companheiro amoroso, inteligente, culto bondoso, humilde, romântico, coração de ouro. Pioneiro em Goiânia engajou de corpo e alma a defender os direitos dos injustiçados, com ardor, sem cobiça, presidindo brilhantemente o órgão de classe (OAB/GO de 1962/1967). Amou a natureza, as plantas, as flores, os bichos. Deu-me insuperáveis lições de vida. O vazio sem tamanho, a saudade sem limites tomaram conta de mim, machucam meu frágil coração.”

“Meu esposo, uma alma muito caridosa. Fez muito bem aqui na terra. Ele trabalhou demais. Foi muito amigo dos pobres. Andava todos os dias 6 km. Meu Deus, por quê? Quanto mais intenso o amor, maior a saudade!”.